Artigos Relacionados

Uma novidade sobre o ensino médio e os jovens é a falta de tecnologia, que afasta os jovens da escola.




Falta de tecnologia afasta estudante do ensino médio


Disciplinas que pouco interessam e professores que faltam muito também são problemas, aponta Fundação Victor Civita

Uma escola em que as disciplinas não fazem sentido, com professores que faltam muito e um projeto pedagógico que não contempla o uso da tecnologia. Essa é a visão que os jovens de 15 a 19 anos, oriundos de áreas pobres, têm do ensino médio, indica pesquisa inédita da Fundação Victor Civita (FVC).



A questão da tecnologia é um dos principais achados. Mais de 80% dos jovens pobres declararam utilizar a internet para estudar. Enquanto isso, em menos de 50% das escolas eles têm acesso ao recurso. O dado, somado ao despreparo dos professores com o suporte, faz com que haja um descontentamento dos jovens em permanecer num ambiente classificado por eles como "atrasado".


O ensino médio é considerado a fase com os maiores desafios. Cerca de 1,7 milhão de jovens entre 15 e 17 anos já abandonaram os bancos escolares.


Para diretora da FVC, Angela Danemann, a pesquisa explica o alto índice de evasão dessa etapa. "O aluno vai embora porque não vê sentido em estar ali. A escola não responde à sua aspiração, não usa os suportes que ele tem familiaridade."


Dentre as características do professor categorizado como "ruim" aparece o fato de ele utilizar apenas a apostila e fazer os alunos copiarem. "O relacionamento do professor com a tecnologia é ruim. Isso se traduz na dificuldade de incorporar ao cotidiano escolar o uso de novas tecnologias", explica o coordenador da pesquisa, Haroldo da Gama Torres, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento.


A fala de um dos entrevistados, de 17 anos, ilustra bem a situação: "A professora de artes queria passar um desenho, um quadro, mas não sabia como. Eu disse que ela podia postar no Facebook para todo mundo baixar e fazer a lição. Ela não sabia o que era Facebook".


E eu com isso? O estudo aponta outro problema: a falta de conexão do conteúdo com a realidade do estudante. Para os entrevistados, só português e matemática têm utilidade, e é significativa a proporção daqueles que declaram que a principal razão para frequentarem a escola é conseguir um diploma: 20%.


"Os jovens têm interesse no trabalhar. Em São Paulo, 16 anos é a idade com que acham que se deve começar a trabalhar. Será que o ensino médio, do jeito em que está, interessa a esse público? A formação precisa ser diversificada, com modelos diferentes para projetos de vida distintos", diz Torres.


Antes mesmo do abandono, o baixo apelo da escola tem outro reflexo. Não raro a "zoeira" possui, em muitas situações, posição primordial. Segundo o estudo, 77% dizem que a zoeira e a bagunça são comuns.


A estudante Kassia Gomes Monteiro, de 16 anos, reclama. "Quem faz a escola são os alunos, mas também não depende só da gente", disse ela, aluna da Escola Estadual Luiz Gonzaga Righini, na zona norte de São Paulo. Leandro Alves, de 16 anos, diz que o principal objetivo dele ir à escola é para jogar futebol. "Nem entro em todas as aulas, é muito chato", diz ele, aos sorrisos. / OCIMARA BALMANT e PAULO SALDAÑA


 

 O que os jovens pensam da escola

Estudo revela que os momentos de socialização e afeto com os professores são mais valorizados por jovens infratores do que o conteúdo em sala de aula

Eles iniciaram os estudos, em média, aos sete anos de idade, repetiram de série no mínimo duas vezes e têm pais com baixa escolaridade. Esses adolescentes, entre 15 e 17 anos, não conseguem estabelecer conexão, nem permanecer, no ambiente escolar. Para eles, a escola é o lugar para encontrar amigos, e não para aprender. Para a escola, eles são jovens "problema", com os quais é muito difícil lidar.
Os ex-alunos em questão são jovens infratores entrevistados pela pesquisadora Aline Fávaro, da Universidade Federal e São Carlos (UFSCar), para elaboração da dissertação de mestrado O Jovem autor de ato infracional e a educação escolar: significados, desafios e caminhos para a permanência na escola, defendida em fevereiro de 2011.
A partir da questão sobre como esses jovens significam a escola e suas vivências no ambiente escolar, Aline concluiu que a convivência e as interações são percebidas como os aspectos mais importantes, positivos e prioritários para esses adolescentes. Eles também valorizam o afeto na relação com os professores, reforçando a influência do vínculo para a aprendizagem.
Os significados do ambiente formal de aprendizagem, porém, podem ser indícios de uma crise escolar mais aguda: a sala de aula é vista como um local desinteressante, caracterizada pela pouca interação, pelo silêncio, pelo encarceramento da espontaneidade, do gesto e do questionamento. O conteúdo formal é carente de sentido, há dificuldade de compreensão dos assuntos abordados em sala e falta relação com o cotidiano. Respostas pertinentes apenas ao universo de jovens infratores?
"Outros estudos mostram que a juventude em geral não vê nada de significativo na escola. No caso desses alunos, não podemos falar em causa e efeito provocado pela evasão e a infração. Temos que considerar outros fatores, como a violência da comunidade na qual estão inseridos", diz Aline.
Possibilidades para a escolaDo outro lado, apesar da sociabilidade ser valorizada por esses jovens, a escola pouco reconhece as relações e interações como práticas sociais que envolvem processos educativos legítimos.
"A escola tem dificuldade em lidar com a situação dos alunos. É um problema estrutural. Os professores podem contribuir, mas a escola tem que reestruturar conteúdos, encontrar formas de reconhecê-los como jovens, estar conectada a essa vida, reconhecer outras práticas educativas", reflete Aline. Segundo ela, os professores reconhecem que não têm preparo para lidar com esses jovens, mas demonstram interesse em conhecer mais sobre o tema.
A pesquisadora estudou um universo de 50 jovens, sendo realizadas seis entrevistas, das quais três adolescentes haviam acabado de sair da Fundação Casa e aguardavam vagas na rede pública de ensino para voltar ao ambiente escolar. Segundo Aline, o primeiro momento de empenho é superado pelo desânimo em decorrência da demora em conseguir uma vaga. Apenas um dos entrevistados havia alcançado o Ensino Médio, os demais haviam evadido no Ensino Fundamental.
Psicóloga de formação, Aline, que sempre trabalhou com jovens infratores, diz que as características comuns a esses jovens são a dificuldade em lidar com regras, em estabelecer rotinas e em lidar com a frustração. O envolvimento com drogas também é freqüente, afetando a capacidade de concentração.
"Para a psicologia, o importante é olharmos o indivíduo do ponto de vista global. Ele não é só o ato infracional que cometeu. O que temos que perguntar é "o que posso fazer por esse ser humano?", reflete.
O tratamento humanizado defendido pelos atendimentos psicológicos atuais envolve afetividade e o estabelecimento de vínculos, algo que a escola também pode criar. "Se olharmos o histórico desse adolescente, vemos que ocorrem vários pequenos atos antecedentes. Por isso a importância da formação da escola e do professor para conseguir olhar esse aluno por outro ângulo".


Juliana Holanda, O que os jovens pensam da escola, Revista Educação, Disponível em:<http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/0/o-que-os-jovens-pensam-da-escola-265028-1.asp>Acesso em: 25 de jul. 2013


Para jovens, currículo do Ensino Médio é fragmentado

(Estudo mostra que, para alunos, falta conexão da escola com projeto de vida)

O Ensino Médio tem um currículo fragmentado, com aulas consideradas pouco úteis e praticamente sem atividades práticas. Além disso, um em cada cinco alunos afirma que só frequentam a etapa de ensino porque quer o diploma, já que desejam uma vaga no mercado de trabalho. Mais: os professores faltam muito e não conseguem estabelecer vínculos com os estudantes.
Estas e outras considerações fazem parte do estudo “O que Pensam os Jovens de Baixa Renda sobre a Escola”, divulgado no dia 12/06, e que ouviu jovens entre 15 a 19 anos, de baixa renda, em duas capitais: São Paulo (SP) e Recife (PE). A pesquisa qualitativa foi realizada com seis grupos focais de estudantes nessa faixa etária. Uma pesquisa quantitativa domiciliar com mil jovens urbanos que frequentam ou frequentaram o Ensino Médio por pelo menos seis meses também compõe os resultados do estudo.

A pesquisa foi realizada pela Fundação Victor Civita (FVC) e pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), com financiamento do Banco Itaú BBA e da Fundação Telefônica Vivo. O objetivo era conhecer com mais profundidade as opiniões e impressões dos jovens matriculados no Ensino Médio sobre a escola e entender os motivos que levam muitos deles a abandonar a escola – de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, 83,7% dos jovens entre 15 e 17 anos estão estudando.
“Em Educação há muitas suposições, inclusive sobre a opinião dos jovens. Ouve-se muito pouco o que eles pensam. É preciso envolvê-los para incentivar o protagonismo juvenil”, afirma Angela Dannemann, diretora-executiva da FVC.
Os dados da pesquisa mostram que língua portuguesa e matemática são disciplinas vistas como úteis por, respectivamente, 78,8% e 77,6% dos alunos. No entanto, somente 19,1% consideram que a literatura terá alguma serventia em suas vidas. Nas outras disciplinas – geografia, história, biologia e física –, menos de 36% dos estudantes veem utilidade.
Para Angela, isso é sintomático da falta de conexão entre a escola e o projeto de vida dos alunos. “O jovem enxerga de modo pragmático o que ele acha que serve e o que não serve para a sua vida. O currículo fragmentado com cada vez mais matérias e um horário muito dividido acaba resultando em aulas ‘corridas’ ou que, em muitos casos, nem chegam a ser dadas”, explica.
Para ela, a etapa de ensino deveria oferecer diversos modelos, que se adequassem aos mais diversos perfil de jovens. “Hoje só temos o integral e o profissionalizante, além do regular. Não há muitas opções. É preciso pensar em outros que interessem aos estudantes dessa faixa etária e que os façam enxergar o valor da Educação. O aluno quer alguma coisa que sirva para ele”, pontua.
O quadro de desânimo dos jovens perante o Ensino Médio já havia sido revelado em 2009, com a publicação de uma pesquisa coordenada pelo hoje presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com base em dados da Pnad e da Pesquisa Mensal do Emprego (PME) de 2004 e 2006, chegou-se à conclusão de que 40,3% dos alunos saem da escola por falta de interesse, enquanto 27,1% deixam o colégio para trabalhar e 10,9% por falta de vagas (para ler o estudo completo, clique aqui).
O estudo da FVC é divulgado num momento importante do debate sobre os rumos do Ensino Médio do Brasil. Na semana que vem, o ministro Aloizio Mercadante deve apresentar ao Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) a proposta do governo federal para a reformulação dessa etapa de ensino.
A discussão sobre os problemas crônicos dessa fase é histórica, mas ganharam força no ano passado quando os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostraram que o Ensino Médio está estagnado. Desde a primeira divulgação, em 2007, o índice subiu apenas 0,1 a cada dois anos e está em 3,7 numa escala de zero a dez. De 2009 para 2011, o índice caiu em nove Estados (para ver mais dados, clique aqui para baixar o De Olho nas Metas, relatório anual do Todos Pela Educação).
Tecnologia
Um dos dados que mais chamam atenção no estudo é a seguinte contradição: 73,8% dos entrevistados afirmam que a escola em que estudam é equipada com computadores, mas 37,2% deles reclamaram que nunca tinham usado o equipamento.
Outra informação de destaque é que, entre as famílias dos jovens entrevistados, 46,6% possuem renda inferior a R$ 1.500 e, apesar disso, 70,7% têm internet em casa e 57,6% costumam usar celulares e tablets.
Para Angela Danemmann, não basta apenas oferecer os equipamentos. “É preciso que o professor esteja preparado para lidar de forma pedagógica com os computadores e tablets”, afirma.
Professores
O vínculo fraco com os professores e o grande número de faltas no decorrer do ano letivo, segundo os estudantes, contribuem para afastá-los ainda mais do ambiente escolar. O estudo aponta que pelo menos 42% dos jovens afirmaram não ter tido pelo menos uma das aulas da grade no dia anterior à data da sua entrevista para a pesquisa. “O jovem precisa de um professor que compareça”, lembra Angela.
Condições
Escolas com ambientes malconservados e inseguros também foram apontadas pelos estudantes como um fator desestimulante para frequência escolar. De acordo com a pesquisa, 38% dos jovens ouvidos afirmaram que as salas de aula de suas escolas apresentam problemas de infraestrutura, relacionando-os com uma sensação de insegurança.
“O gestor deve conservar o espaço da escola. Se você cuidar um pouco do ambiente, fazendo reparos e observando problemas, a situação melhora muito”, afirma Angela.
A pesquisa também revela que há pouco uso dos equipamentos escolares, como quadras e laboratórios de informática e ciência, pelos jovens: apenas 25% afirmam frequentar esses ambientes escolares.


Todos pela educação, Disponível em:http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/27263/para-jovens-curriculo-do-ensino-medio-e-fragmentado/ Acesso em: 25 de jul. 2013



Ensino – O jovem e a educação

Este artigo publicado pelo professor Paulo Kampus,nos
 traz um esclarecimento sobre a situãção dos
 jovens,como eles são vistos na escola.Para melhor
entedemos que relação existe entre eles.

Com relação à educação formal, ou escolaridade, encontramos situações bastante diversificadas; jovens que só estudam; jovens que estudam e trabalham; jovens que não podem estudar devida á crescente miséria e marginalidade na qual se encontram.
JOVEM, MERO RECEPTOR.

A escola nem sempre considera os jovens no momento em que vivem. Exige-se deles estar horas seguidas sentados, em silencio, enquanto atravessam momentos de profunda vitalidade e movimento. A preocupação e dificuldade em definir a vida e a profissão.
TRANSMISSAO DE SABER ACUMULADO

A escola torna-se mera transmissão de saber acumulado, acentuando, em suas relações, a competição, em detrimento da solidariedade. O individualismo e o consumismo, a passividade e a uniformidade, que ignoram o pluralismo de situações e culturas dos jovens. Os currículos são acríticos e defasados da relação de classe social dos jovens, tornando-se simples veículos de transmissão de técnicas e conhecimentos. Pouco tem contribuído para o exercício consciente da cidade dos jovens, e menos ainda, para a formação de classe. Forma-se apenas o cidadão consumista. E não se incentivam os jovens a participarem sequer de suas próprias organizações, como os grêmios estudantis.
SISTEMA EDUCACIONAL]

O descaso e abandono da educação pelas sucessivas politica governamentais levam as escolas publicas ao sucateamento. Faltam bons professores (devido aos baixos salários), giz, bibliotecas e laboratórios, agravando a situação nas periferias e zonas rurais. A escola particular vive situações criticas para manter seu padrão. Em geral a administração publica, em todos os níveis, aplicam pouco do orçamento destinando a educação, e boa parcela é aplicada na burocracia, demonstrando o pouco valor que se dá a esta questão.
ESCOLA FORMADORA DA PESSOA

Há, contudo, escolas que desenvolvem o espirito e a ação de grupo, fortalecendo os processos solidários de convivência e de trabalho, a partir do contexto social em que estão inseridas, sensíveis às lutas que se travam na sociedade, por mais solidariedade e justiça.
PAPEL EDUCADOR DOS MOVIMENTOS POPULARES

Os números de movimentos populares têm sido instâncias de educação para o jovem. Possibilitam a formação da consciência critica, criam canais para modificar as relações sociais. Esses movimentos tem tido papel estratégico na construção de um novo projeto de nação e constituem um novo espaço de educação do jovem. As comunidades Eclesiais de Base, as Pastorais Sociais e a Pastoral da Juventude tem se organizado para oferecer soluções alternativas libertadoras diante do quadro da realidade da massa.
SER JOVEM

Ser jovem é não perder o encanto e o susto de qualquer espera
É não ficar fixado nos padrões da própria formação
Ser jovem é ter abertura para o novo, respeitando o imutável.
É crer um pouco na imortalidade em vida, é querer a festa, o jogo a brincadeira, a lua, o possível, o distante.
Ser jovem é ser bêbado de infinitos que terminam logo ali…
É não saber de nada e poder tudo. É não levar nada e ser tudo.
SER JOVEM É ACORDAR, DE VEZ EM QUANDO, ASSOBIANDO UMA CANÇÃO DE ESPERANÇA.
É rir do riso, ter pena dos tristes. Ficar perto das crianças
Ser jovem é beber chuvas, é ter inexplicáveis atrações, buscar o incerto, se arriscar.
É não acreditar no pensamento, exceto se ele permanece depois.
É gostar de ler e tentar silêncios, quase impossíveis.
É acreditar no dia novo como obra de Deus.
SER JOVEM É PERMANCEER DESCOBRINDO, BUSCANDO, SONHANDO.

Autor: PROFESSOR Paulo Kampus



Conforme o artigo da página Fundação Educar DPaschoal:

Este artigo vem nos trazer um esclarecimento de um professor que acredita na educação,que acredita nos jovens.Pensando assim,diz que o jovem e a educação é uma DUPLA SOLUÇÃO.

A dupla solução: o jovem e a educação

Sintetizando as palavras sábias do professor Antonio Carlos Gomes da Costa, brilhante educador e líder do movimento pelo protagonismo juvenil, espero contribuir para um aclaramento do drama pelo qual passa a nossa juventude.

Sabemos que o jovem “tem tudo para aprender e tudo para crescer”, mas a realização desse potencial depende de muitas coisas, e uma delas é essencial, imprescindível: a educação.

Quem aprendeu a ler, escrever e contar no primeiro ano de escola e teve a chance de completar o segundo grau dará certo no primeiro emprego e tem uma chance enorme de tornar-se um vencedor, de realizar o seu projeto de vida.

A educação, a mais decisiva influência construtiva para a autorrealização de um ser humano, abre o caminho para a formação da identidade, para fazer o jovem tornar-se um ser humano pleno, aprendendo a ser, a conviver, a compreender-se e a aceitar o próximo.

Para o jovem, viver é olhar para o futuro sem medo, é aprender a fazer algo útil e produtivo, é conhecer a vida e o pensamento contemporâneo. Para realizar esse projeto, o caminho é desenvolver nos jovens habilidades e competências pessoais, relacionais, produtivas e cognitivas. Mas, para construir um Brasil que, de fato, invista no jovem, precisamos de vontade política e compromisso ético.

Precisamos que nossos jovens sejam capazes de adquirir as competências para se realizarem como pessoas, cidadãos e futuros profissionais, transformando-se em verdadeiro capital humano e intelectual.

Para fortalecer os jovens, precisamos da volta do “Bolsa-Escola”, um verdadeiro programa de estímulo, inclusão e apoio aos adolescentes. O “Programa Bolsa-Família” coloca pouca atenção na educação. É um programa assistencialista que, lentamente, destruirá as bases do querer aprender, do querer crescer. É inibidor dos movimentos essenciais em busca de melhorias pessoais.

Inversamente e positivamente, o “Programa Bolsa-Escola”, o melhor instrumento que esta nação já desenhou, precisa voltar com tudo, e urgentemente, pois a educação, que libertará os jovens e impulsionará o nosso Brasil, precisa dele.

E para que nossos jovens não abandonem as escolas, precisamos de uma política de juventude focada na educação de qualidade. Essa qualidade exige um compromisso sério, centrado na educação inclusiva e participativa, numa escola alegre e funcional, atual e moderna, realista e criativa. E a grande solução para o Brasil está, sem dúvida, no jovem e na educação.
Luís Norberto Pascoal (Campinas – SP)
Pois os jovens é o futuro do pais, e sem uma educação de qualidade esses jovens acabem deixando a escola e sendo marginalizados, e como o artigo mesmo fala sobre esses projetos assistencialista, eles não dão nenhuma assistência para a educação, enquanto o financeiro for mais importante do que a aprendizagem o pais continuará nesse declínio educacional.

Fundação Educar DPaschoal, A dupla solução: o jovem e a educação, Disponível em:<http://www.educardpaschoal.org.br/web/fundacao-artigos-ver.asp?aid=23>Acesso em: 25 de jul 2013




O JOVEM A EDUCAÇÃO E O TRABALHO


-Fala que falar de jovens e educação,não se pode deixar de enfatizar o trabalho neste meio,que é resultado de um processo de aprendizagem nesta relação : jovem/educação.



E também não deixaremos de falar dos jovens sem falar em trabalho, pois na junventude é que se dar os primeiros passos para o mercado de trabalho, conforme Eliane da Costa Bruini Colaboradora Brasil Escola:
Para compreendermos a juventude e os jovens no momento presente, devemos levar em conta as relações que estes estabelecem em suas famílias, nas escolas e, principalmente, no mercado formal de trabalho e no trabalho assalariado.
É perceptível a importância que os jovens atribuem ao mundo do trabalho, o que exige de nós a reflexão sobre os constrangimentos por que passam, em função do lugar que ocupam na estrutura social e na inadequação do sistema educativo em relação às exigências do mundo atual.
“O trabalho também faz juventude”, tal qual a escolarização, conforme afirma Sposito (2005). Isso implica ouvir os jovens e identificar as problemáticas da educação escolar, em contraste com a família e o mercado de trabalho; e implica, também, entender o que está obrigando muitos deles a deixarem a escola ou estudarem e trabalharem ao mesmo tempo.
Em uma pesquisa realizada entre 2004 e 2005 (IBASE), na sondagem com jovens entre 15 e 24 anos, a educação escolar é a principal questão que se apresenta com inquietação ao lado de problemas como a violência, o trabalho e a desigualdade social.
Nos dados coletados, os jovens chamaram atenção para a deterioração e obsolescência dos prédios, dos equipamentos e dos mobiliários escolares; problemas de relacionamento com os professores, no sentido de distanciamento ou desconsideração à escola; inadequação dos currículos e metodologias no processo de ensino e aprendizagem; e a desigualdade e inadequação da educação ao mercado de trabalho.
Críticas como essas nos levam a observar a capacidade que muitos jovens têm de olhar e analisar o processo educativo e de reconhecer a si mesmos como sujeitos de direitos, com necessidades e interesses particulares.
É preciso buscar uma interlocução com os jovens e fazer valer os seus direitos, especialmente para ampliar os espaços democráticos e o desenvolvimento de nossa sociedade, no enfrentamento dos dilemas da qualidade da educação escolar pública no Brasil e, dessa forma, refletir sobre o papel do jovem. Que sujeito é esse capaz de uma percepção tão aguda sobre os problemas relativos à qualidade da educação formal que lhe é destinada? Que sujeito é esse que vive tantos constrangimentos em função da posição que ocupa na sociedade e que ainda vê a escola como um canal para a realização dos seus sonhos de mobilidade social? (Almeida & Nakano, 2007).
Eliane da Costa Bruini
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Pedagogia
Pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL

BRUINI, Eliane da Costa, Brasil Escola, O jovem, a educação e o trabalho, Disponível em:<http://educador.brasilescola.com/orientacoes/o-jovem-educacao-trabalho.htm>Acesso em: 25 de jul 2013



Desafio na educação é qualidade, diz ministro brasileiro

O ministro da Educação do Brasil, Aloizio Mercadante, afirmou que o Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios, divulgado anteontem, aponta que o desafio do país agora é melhorar a qualidade do ensino.

O levantamento considera renda da população, longevidade e escolaridade (número de anos de estudo).

Neste último quesito, o indicador melhorou 128% em 20 anos, enquanto o indicador, na média, subiu 47,5% (considerando as três áreas).
"Quem puxou a melhoria geral foi a educação. Melhorou a escolarização das crianças, dos jovens e dos adultos, numa velocidade expressiva."
Apesar da melhora, educação é o único dos indicadores que não chegou ao nível "alto" de desenvolviment o. "Saímos de patamar baixo."
"Nosso maior desafio é a qualidade, principalmente no ensino médio. No ensino fundamental temos avançado e batido as metas [estipuladas pelo governo]. No médio, há mais problemas [a rede pública não melhorou entre 2009 e 2011 na avaliação]."
Para essa melhora, Mercadante diz ser necessário mais recursos para a área, o que pode vir dos recursos da exploração do petróleo.



Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_07_31/desafio-na-educacao-e-qualidade-diz-ministro-brasileiro-7033/
Disponivel em : <
http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_07_31/desafio-na-educacao-e-qualidade-diz-ministro-brasileiro-7033/>
Acesso em 29 de julho de 2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário